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Artigo

Algumas mentiras sobre submissão feminina

John Piper 03 de Setembro de 2018 - Família

O que a submissão não é, segundo 1 Pedro 3:1-6? Quando eu preguei sobre essa passagem há cerca de vinte anos, as mulheres da minha igreja acharam realmente útil porque nós costumamos inserir no texto pressuposições de nossa experiência. Talvez você ouça falar que submissão significa seis ou sete coisas. Cinco parecem horríveis e duas boas.

Quando você traz os seus preconceitos para a Bíblia, você corre o risco de jogar fora o bebê junto com a água do banho e dizer: “Se esse é o significado de submissão, estou fora”. Isso seria triste. Talvez você esteja certo, talvez você esteja errado, mas seria triste. Eu escrevi seis coisas que a submissão a um marido em um casamento não é. Eu realmente quero que você as identifique no texto.

“Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma”. (1 Pedro 3:1-6)

1. Submissão não significa concordar com tudo.

Submissão não é concordar com tudo. Por exemplo, o marido de 1 Pedro 3:1-6 é um incrédulo.  Se em uma situação assim, o marido disser: “Você não pode ser cristã. Em nossa família, nós adoramos Ísis (ou qualquer outra divindade)”, a esposa deve responder, “Lamento, mas eu não”. É possível ser submissa e se recusar a pensar da maneira que seu marido quer que você pense. Esse sentido não faz sentido sem isso. Ela jurou fidelidade a Jesus. Jesus é agora seu Senhor e Rei. Ela é como uma estrangeira e uma exilada nesse casamento. Esse marido pertence a outro deus e ela é chamada para coabitar com ele. Não se divorcie por causa de religião.

Se ele disser, “eu não quero ser um cristão”, o que ela deve dizer? Ela deve dizer: “Eu amo você. Eu quero ser submissa a você. Eu pretendo ser submissa a você. Mas em relação a isso, eu não tenho escolha. Eu pertenço a Jesus”. Talvez ele a mande embora. Isso acontece em 1 Coríntios 7. É uma grande tragédia quando o incrédulo se separa.

Submissão não significa que você precisa concordar com a opinião do seu marido, mesmo em questões tão fundamentais e sérias quanto a fé cristã. Deus criou você com uma mente. Você precisa pensar. Você é uma pessoa, não um corpo e não uma máquina. Você é um ser pensante, capaz de refletir se o evangelho é verdadeiro. E se o evangelho é verdadeiro, você crê. Se ele disser, “você não pode crer nisso”, você deve humildemente recusar-se a se submeter.

2. Submissão não significa deixar o seu cérebro no altar.

Talvez este ponto seja uma repetição do anterior, mas é importante expressá-lo com essas palavras.  Qualquer homem que diz, “nesta família, a função de pensar é minha”, é doente e tem uma visão doentia da própria autoridade. Certa vez, eu tive que lidar com um casal em que a esposa disse que ele tinha que pedir autorização para ir no banheiro. Isso realmente aconteceu. Eu simplesmente olhei para ele e disse: “Você não está bem. Você tem uma visão incrivelmente distorcida dessa coerdeira da graça da vida. Você não entende a Bíblia. O que você faz é pegar palavras como “autoridade”, “liderança” e “submissão” e usá-las com o sentido que você quer, diferente do sentido que elas têm na Bíblia. Você não encontra essas coisas na Bíblia”.

A submissão nunca deixa o cérebro no altar. Ao longo de todo o casamento, o marido interage com um centro mental independente que tem pensamentos que valem a pena ser ouvidos. É assim que funciona a união de uma só carne. Liderar não significa que você não precisa ouvir. E liderar nem sempre significa ter a última palavra. A boa liderança frequentemente diz, “Você estava certa; eu estava errado”.

Liderar é assumir a iniciativa. Às vezes eu digo, “Quem diz, ‘Vamos ________’ com mais frequência no seu relacionamento?”

“Vamos sair para comer”.

“Vamos tentar organizar as nossas finanças”.

“Vamos para a igreja no próximo domingo”.

Quem diz com mais frequência? Se for a esposa, há um problema e o problema é do homem. Se for o homem, ela provavelmente está feliz porque ela não quer ficar constantemente dizendo “vamos”. Esposas não querem dizer “vamos” com mais frequência. De forma geral – eu sei que estou generalizando – liderar significa ter iniciativa, que é quando as mulheres mais se desenvolvem. Liderar não significa impor e nunca ouvir. Sequer significa ter a última palavra.

Se você perguntar à minha esposa, “Como funciona a submissão na família Piper?”, uma coisa que ela diria é: “Desde o início do casamento, nós estabelecemos o princípio de que se não conseguirmos chegar a um acordo, prevalece o que Johnny decidir”. Isso é realmente básico. E é algo que raramente acontece. Um dos motivos para raramente acontecer é que estamos juntos há muito tempo e sabemos como o outro pensa. Outro motivo para raramente acontecer é que eu frequentemente me rendo ao que a Noël quer. Eu não preciso estar certo, não precisa ser do meu jeito e a última palavra não precisa ser minha.

3. Submissão não significa que você não deve tentar influenciar o seu marido.

Submissão não significa evitar o esforço para influenciar ou mudar o marido. O objetivo inteiro do texto é que ele “seja ganho”. Sua vida é dedicada a transformar esse marido de um incrédulo para um crente. Você conseguiria imaginar se alguém dissesse que submissão significa, “Pare de tentar mudar o seu marido”? Bem, eu entendo o que eles talvez queiram dizer. Mas se o seu marido vive no pecado ou se a sua esposa vive no pecado ou na incredulidade, você quer que eles mudem e você não seria uma pessoa amorosa se não quisesse – se você parasse de querer que o seu cônjuge mude. Para alguns, isso pode parecer uma insubmissão. Biblicamente, não é.

4. Submissão não é colocar a vontade do marido acima da vontade de Cristo.

Submissão não é colocar a vontade do marido acima da vontade de Cristo. Cristo é agora o Senhor dela e, por amor do Senhor, ela será submissa ao seu marido, mas ele não é o Senhor dela. Portanto, sempre que ela precisar escolher entre os dois, ela escolhe Jesus. Se o marido disser, “Vamos dar um golpe” ou “Vamos participar de uma orgia”, a decisão da esposa deve ser clara: “Eu fico com Jesus”. Ela não deve falar com soberba ou arrogância, mas sim, de modo submisso e cativante. Ele será capaz de ver nela o desejo de que ele não faça para que ela possa desfrutar de sua posição de líder. Entendeu a ideia? “Eu não vou obedecê-lo nessa questão, mas a maneira de não obedecer é sinalizando que eu quero seguir a sua liderança, embora neste momento eu não possa – ao menos não desta maneira”.

5. Submissão não significa que toda a força espiritual da mulher tem que vir do marido.

Submissão não significa que toda a força espiritual da mulher tem que vir do marido. Nesse texto, ela não está recebendo nenhuma força espiritual dele, mas ela está cheia de força. Sua esperança está em Deus.

Ela provavelmente vai na igreja no Domingo de manhã antes dele acordar, se fortalecendo em outro lugar, moldando sua visão de mundo em outro lugar.

6. Submissão não significa viver ou agir com medo. 

Essa mulher que teme a Deus é destemida.

Eu amo a Escritura. Eu sou um complementarista. Eu creio que os homens são chamados para um tipo especial de liderança no casamento. Eu creio que as mulheres são chamadas para um tipo especial de submissão no casamento. E eu creio que é uma coisa linda – a maneira que os dois papéis se complementam e servem um ao outro. Se sondarmos com profundidade e continuarmos cavando nas Escrituras, mesmo tendo sido escritas em outra época, elas darão uma forma muito bonita ao casamento de nossos dias.

Portanto, à luz de tudo o que eu disse que a submissão não é, eu definiria a submissão no casamento da seguinte maneira: Submissão é o chamado da esposa para honrar e afirmar a liderança do seu marido, ajudando-o no exercício dessa liderança através dos dons que ela tem.

 

Tradução: Frank Brito.

Revisão: Filipe Castelo Branco.

Original: Six Things Submission Is Not.

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