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Artigo

Hedonismo Cristão

John Piper 13 de Agosto de 2018 - Teologia

3. Hedonismo Cristão

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei. Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne. E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé, a fim de que aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença, de novo, convosco.” (Fp 1.12-26) 

Permita-me ser claro desde o início: Bethlehem não foi edificada em torno de um slogan ou rótulo. O termo “hedonismo cristão” não está em nenhum dos documentos oficiais dessa igreja. Não está em nossa constituição, nem em nosso pacto da igreja, nem em

Nossa Afirmação de Fé dos Presbíteros, nem em nossa cartilha de princípios, nem em nossas Dez Dimensões da Vida da Igreja. Esse termo é cativante, é controverso, não está na Bíblia e você não precisa gostar dele apenas porque eu gosto.

Então, o ponto central desse capítulo não é de forma alguma defender um rótulo ou um slogan, mas falar sobre a verdade bíblica ampla e penetrante que alguns de nós amamos chamar de hedonismo cristão.

Logo, esse capítulo está repleto de algumas das coisas mais interessantes e maravilhosas que eu amo conhecer e experimentar. Precisamos começar a trabalhar. Aqui está o esboço:

• Em primeiro lugar, há um problema que precisa ser resolvido por causa do capítulo 2, sobre a glória de Deus.

• Em segundo lugar, o hedonismo cristão é a solução bíblica para esse problema.

• C.S. Lewis e o apóstolo Paulo oferecem o fundamento para essa solução.

• Em quarto lugar, essa solução — o hedonismo cristão — muda tudo em sua vida, o que eu tentarei demonstrar em onze exemplos.

3.1 A autopromoção de Deus é desprovida de amor?

No capítulo 2, perguntei: “Por que Deus criou o mundo?”. E respondi: “Deus criou esse mundo para o louvor da glória de sua graça, demonstrado supremamente na morte de Jesus”. O problema é que, no coração dessa resposta, está a autopromoção de Deus. Deus criou o mundo para o seu próprio louvor e para a sua própria glória.

Oprah Winfrey, Brad Pitt, C.S. Lewis (no início da vida), Eric Reece e Michael Prowse, entre outros, todos se afastam desse Deus. Eles tropeçam na autopromoção de Deus.

• Oprah se afastou do cristianismo ortodoxo quando tinha cerca de 27 anos devido ao ensino bíblico de que Deus é zeloso — Deus exige que ele e mais ninguém receba nossa mais alta lealdade e afeição. Esse fato não pareceu amoroso para ela.

• Brad Pitt se afastou de sua fé de infância, ele diz, porque Deus afirma: “Você tem que dizer que eu sou o melhor... parecia ser sobre o ego”.

• C.S. Lewis, antes de se tornar cristão, se queixava que a exigência de Deus de ser louvado soava como “uma mulher vaidosa que exige elogios”.

• Erik Reece, o escritor de “An American Gospel”, rejeitou o Jesus dos Evangelhos porque somente um egomaníaco exigiria que o amássemos mais do que amamos nossos pais e filhos.

• E Michael Prowse, colunista do London Financial Times, rejeitou porque somente “tiranos cheios de orgulho anseiam por bajulação”.

Então, as pessoas veem isso como um problema — o fato de que Deus criou o mundo para o seu próprio louvor. Elas acham que tal autoexaltação seria algo imoral e desamoroso. Talvez você sinta algo semelhante.

Nossa maior alegria e a maior glorificação de Deus

Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele. Esse é o resumo mais breve do que queremos dizer com o hedonismo cristão. Se isso é verdade, então não há conflito entre a sua maior alegria e a maior glorificação de Deus.

De fato, não apenas não existe conflito entre a sua alegria e a glória de Deus, mas a glória dele brilha na sua alegria, quando a sua alegria está nele. E já que Deus é a fonte da maior alegria, e já que ele é o maior tesouro do mundo, e desde que a glória dele é o dom mais satisfatório que ele poderia nos dar, então essa é a coisa mais bondosa e mais amorosa que ele poderia fazer — revelar-se, magnificar-se e reivindicar-se para o nosso gozo eterno. “Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).

Deus é o único ser para quem a autoexaltação é o ato mais amoroso, porque ele está exaltando para nós o que, exclusivamente, pode nos satisfazer de modo pleno e eterno. Se exaltamos a nós mesmos, não estamos amando, porque distraímos as pessoas do Único que pode torná-las felizes para sempre: Deus. Porém, quando Deus se exalta, ele chama a atenção para o Único que pode nos fazer felizes para sempre: Ele mesmo. Deus não é um egocêntrico. Ele é um Deus infinitamente glorioso e plenamente satisfatório, oferecendo-nos alegria eterna e suprema nele mesmo.

Essa é a solução para o nosso problema.

• Não Oprah, se Deus não fosse zeloso por todas as suas afeições, ele seria indiferente à sua miséria final.

• Não Brad Pitt, se Deus não exigisse que você o estimasse como o melhor, ele não se importaria com a sua alegria suprema.

• Não, Sr. Lewis, Deus não é vaidoso ao exigir que você o louve. Esta é a maior virtude dele e a sua maior alegria.

• Não, Erik Reece, se Jesus não reivindicasse amor maior do que aos seus filhos, ele estaria entregando o seu coração àquilo que não pode satisfazer para sempre.

• Não, Michael Prowse, Deus não deseja a sua bajulação, ele isso oferece como o seu maior prazer.

Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele. O propósito de Deus ao buscar a sua própria glória acaba sendo o amor. E nosso dever de buscar a glória de Deus acaba sendo uma busca por alegria. Essa é a solução para o problema da autoexaltação de Deus.

3.2 A base realista e bíblica para o hedonismo cristão

C.S. Lewis viu o fundamento na experiência humana. O apóstolo Paulo o demonstra em sua carta aos filipenses.

Aqui está a grande descoberta que encontrei no livro de Lewis, “Reflections on the Psalms”. Ele está considerando por que a exigência de Deus por nosso louvor não é vaidosa.

O fato mais óbvio sobre o louvor, porém — seja de Deus, seja de qualquer coisa — estranhamente me escapara. Eu o considerava um tipo de elogio, aprovação ou honra. Jamais eu percebera que toda alegria transborda espontaneamente em louvor a menos que... a timidez ou o medo de aborrecer os outros deliberadamente apareçam. O mundo ressoa em louvor — amantes louvam seus amados, leitores seu poeta favorito, os que caminham louvam a paisagem, torcedores louvam seus times — louvores ao clima, aos vinhos, aos pratos, aos atores, aos cavalos, às faculdades, aos países, aos personagens históricos, às crianças, às flores, às montanhas, aos selos raros, aos besouros raros, até mesmo, por vezes, aos políticos e estudiosos. Eu não havia notado como as mentes mais humildes, e ao mesmo tempo, mais equilibradas e hábeis louvam mais, enquanto as mais débeis, desajustadas e descontentes louvam menos...

Eu não havia percebido que enquanto os homens espontaneamente louvam o que valorizam, assim eles espontaneamente convocam outros para se unirem a eles em louvor.

“Ela não é amável? Não foi glorioso? Você não acha isso magnífico?”. Os salmistas, ao convocarem todos a louvar a Deus, estão fazendo o que todos os homens fazem quando falam do que apreciam. Minha dificuldade, mais geral, sobre o louvor a Deus dependia da minha negação absurda a nós, no que diz respeito àquele que é supremamente Valioso, do que nos deleitamos em fazer — o que realmente não podemos evitar — sobre tudo o que nós valorizamos.

Acho que temos prazer em louvar o que nos agrada porque o louvor não meramente expressa mas complementa o gozo; ele é a sua consumação. Não é sem razão que os amantes continuam dizendo uns aos outros quão belos eles são; o deleite é incompleto até que seja expresso. (C.S. Lewis, Reflections on the Psalms [New York: Harcourt, Brace and World, 1958], 93–95.)

O mandamento irredutível de Deus para que o consideremos glorioso e o louvemos é uma ordem pela qual nos satisfazemos com nada menos do que a consumação de nossa alegria nele. O louvor não é apenas a expressão, mas a consumação da nossa alegria naquilo que é supremamente deleitoso, a saber, Deus. Em sua presença há plenitude de alegria; à sua destra há deleites para sempre (Sl 16.11). Ao exigir nosso louvor, Deus exige o cumprimento de nosso prazer. Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele.

Que Cristo seja visto como grandioso

E é isso que encontramos em Filipenses 1.20-21:

...segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido [magnificado, seja visto como grandioso] no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.

Paulo diz que sua grande paixão na vida — eu espero que seja a grande paixão do leitor na vida — é que nesta vida Cristo seja visto como grandioso — supremamente grande. É por isso que Deus nos criou e nos salvou — para fazer com que Cristo seja visto como ele realmente é — supremamente grandioso.

Agora, a relação entre os versículos 20 e 21 é a chave para ver como Paulo pensa que isso acontece. Acontecerá, diz Paulo — Cristo será engrandecido em meu corpo pela vida ou morte — “porque para mim viver é Cristo e morrer é lucro” (v. 21). Observe que “vida” no versículo 20 corresponde a “viver” no versículo 21 e “morte” no versículo 20 corresponde a “morrer” no versículo 21. Então, Paulo está explicando em ambos os casos — vida e morte — como Cristo será visto como grandioso.

Jesus será visto como grandioso em minha vida porque “para mim viver é Cristo”. Ele explica em Filipenses 3.8: “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. Assim, Cristo é mais precioso, mais valioso, mais satisfatório do que tudo que a vida nessa terra pode dar. “Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”.

Isto é o que ele quer dizer quando afirma em Filipenses 1.21: “Para mim, viver é Cristo”. E, ele diz que assim a sua vida engrandece Cristo — faz com que ele seja visto como grandioso. Cristo é mais engrandecido na vida de Paulo quando Paulo, em sua vida, está mais satisfeito em Cristo. Esse é o ensino claro desses dois textos.

Quando a nossa morte é lucro

E isso fica ainda mais claro quando você considera o que Paulo fala sobre a morte em Filipenses 1.20-21. Cristo será engrandecido em meu corpo pela morte, “porque para mim morrer é lucro” (v. 21). Por que a morte seria um lucro? A resposta está no fim do versículo 23: “tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor”. A morte é lucro porque significa uma maior proximidade com Cristo. A morte é “partir e estar com Cristo”.

É por isso que Paulo diz no versículo 21 que morrer é lucro. Você soma todas as perdas que a morte lhe custará (sua família, seu emprego, sua aposentadoria dos sonhos, os amigos que você deixa para trás, seus prazeres favoritos) — você soma todas essas perdas, e então você as substitui apenas pela morte e Cristo — se quando você faz isso, você diz alegremente: “lucro!”, então Cristo é engrandecido em sua morte. Cristo é mais engrandecido em sua morte, quando você está tão satisfeito em Cristo, que perder tudo e obter somente Cristo é considerado lucro.

Ou para resumir as duas partes do versículo: Cristo é glorificado em você quando ele é mais precioso para você do que tudo que a vida pode dar ou do que a morte pode retirar.

3.3 A centralidade da cruz no hedonismo cristão

Essa é a base bíblica para o hedonismo cristão: Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nele.

E isso realmente já estava implícito no capítulo 2, sobre a glória de Deus. Deus criou o mundo para o louvor da glória de sua graça, demonstrado supremamente na morte de Jesus. O que significa que a busca do seu próprio louvor alcança seu auge onde nos faz o maior bem: na cruz. Na cruz, Deus afirma a sua glória e fornece o nosso perdão. Na cruz, Deus vindica a sua própria honra e assegura a nossa felicidade. Na cruz, Deus magnifica o seu próprio valor e satisfaz a nossa alma.

No maior ato da história, Cristo tornou realidade para os pecadores indignos que Deus poderia ser mais glorificado em nós pelo fato de estarmos mais satisfeitos nele.

3.4 11 Ilustrações de como o hedonismo cristão muda tudo

1. Morte

Acabamos de ver como isso muda a morte. Se você quer fazer com que Cristo seja visto como grandioso em sua morte, não há grande desempenho, realização ou sacrifício heroico. Há simplesmente alguém semelhante a uma criança que se coloca nos braços daquele que faz a perda de tudo ser um lucro.

2. Conversão

O hedonismo cristão muda a forma como pensamos sobre a conversão. Mateus 13.44: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo”. Tornar-se cristão não significa apenas crer na verdade; significa encontrar um tesouro. Assim, o evangelismo se torna não apenas persuasão sobre a verdade, mas aponta as pessoas para um Tesouro — que é mais valioso do que tudo que elas têm.

3. O combate da fé

O hedonismo cristão muda “o bom combate da fé” (1Tm 6.12). João diz em João 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome”. Crer em Jesus é recebe-lo. Como o quê? Como o Tesouro infinitamente valioso que ele é. A fé é ver e fruir deste Tesouro. E assim, o combate da fé é um combate pela alegria em Jesus. Uma luta para ver e fruir de Jesus é mais preciosa do que qualquer coisa no mundo. Porque esse fruir demonstra que ele é supremamente valioso.

4. Luta contra o mal

O hedonismo cristão muda a forma como lutamos contra o mal em nossas vidas. Jeremias 2.13 dá a definição hedonista cristã do mal: “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”. O mal é a preferência suicida pelas cisternas vazias do mundo em detrimentos as águas vivas da comunhão de Deus. Nós lutamos contra o mal pela busca da mais plena satisfação no rio das delícias de Deus (Sl 36.8).

5. O que o inferno é

O hedonismo cristão muda a forma como pensamos sobre o inferno. Uma vez que o caminho para ser salvo e ir para o céu é abraçar Jesus como a sua fonte de maior alegria, o inferno é um lugar de sofrimento, um lugar de eterna infelicidade, preparado para pessoas que se recusam a ser felizes no Deus triuno.

6. Autonegação

O hedonismo cristão muda a maneira como pensamos sobre a autonegação. A autonegação realmente existe nos ensinos de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34). Mas, o significado se torna:

• Negue a si mesmo a riqueza do mundo para que você possa ter a riqueza de estar com Cristo.

• Negue a si mesmo a fama do mundo para ter a alegria da aprovação de Deus.

• Negue a si mesmo a segurança e proteção do mundo para ter a comunhão firme e segura de Jesus.

• Negar a si mesmo os prazeres breves e insatisfatórios do mundo, para que você possa ter plenitude da alegria e prazer etenos à destra de Deus.

O que significa que não existe tal coisa como autonegação final, porque viver é Cristo e morrer é lucro.

7. Dinheiro

O hedonismo cristão muda o modo como pensamos em lidar com o dinheiro e o ato de dar. Atos 20.35: “Mais bem-aventurado é dar que receber”. 2 Coríntios 9.7: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”. O motivo para ser uma pessoa generosa é que isso expressa e expande a nossa alegria em Deus. E a busca da alegria mais profunda é a busca por dar e não por receber.

8. Adoração congregacional

O hedonismo cristão muda a forma como realizamos a adoração congregacional. A adoração congregacional é o ato comunitário de glorificar a Deus. Mas Deus é glorificado nessa adoração quando as pessoas estão satisfeitas nele. Portanto, os líderes de louvor — músicos e pregadores — veem a sua tarefa principalmente como abrir uma fonte de água viva e oferecer um banquete de comida deliciosa. A tarefa dos adoradores é beber e comer e dizer um satisfeito: “Ah!”. Porque Deus é mais glorificado nesses adoradores quando eles estão mais satisfeitos nele.

9. Debilidade e Fraqueza

O hedonismo cristão muda o modo como vivenciamos a debilidade e a fraqueza. De maneira impressionante e paradoxal, Jesus diz a Paulo quando fraco e afligido por um espinho: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Ao que Paulo responde: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei [sim, esta é a voz do cristão hedonista afligido por um espinho] nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2Co 12.9).

10. Amor

O hedonismo cristão muda o significado do amor. Paulo descreve assim o amor dos macedônios: “Porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (2Co 8.2). No versículo 8, Paulo chama isso de “amor”. “Abundância de alegria” em “muita prova de tribulação” e “profunda pobreza” transbordando em generosidade amorosa. Ainda pobres. Ainda aflitos. Porém, tão cheios da alegria que transborda em amor. Assim, o hedonismo cristão define o amor como o transbordamento (ou a expansão) da alegria em Deus que atende às necessidades dos outros.

11. Ministério

O hedonismo cristão muda o significado do ministério. Qual é o objetivo do ministério do grande apóstolo Paulo? 2 Coríntios 1.24: “Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vossa alegria; porquanto, pela fé, já estais firmados”. Todo ministério deve ser, de um modo ou de outro, uma cooperação para a alegria de outros.

É por isso que Deus criou você. É por isso que Cristo morreu por você. É por isso que nós servimos você como seus pastores. E é por isso que eu tenho pregado essa mensagem. Somos cooperadores com você para a sua alegria em Deus. Porque Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele.

 

Tradução: Camila Rebeca Teixeira.

Revisão: William Teixeira.

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Autor John Piper

John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens...



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